segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Dizem que só amamos de verdade 3 vezes na vida. Será?

Texto original escrito por Kate Rose em elephantjournal.com
Alguém disse que nós realmente nos apaixonamos por apenas três pessoas durante a vida toda.
E ainda existe a crença de que precisamos de cada um destes amores por uma razão diferente.
Frequentemente, o primeiro amor acontece quando somos jovens, ali pela época do ensino médio.
É o amor idealizado – aquele que parece com os contos de fadas de nossa infância.
Este é o amor que apela para o que deveríamos fazer de acordo com as exigências da sociedade – e provavelmente de nossas famílias.
Entramos nele com a crença de que este será nosso único amor e não importa se não parece ser exatamente certo, ou se nós pegamos tendo que engolir nossas verdades pessoais para fazer esse amor funcionar, porque lá no fundo acreditamos que é assim que o amor deve ser.
Neste tipo de amor, a opinião dos outros é mais importante do que o modo como realmente nos sentimos.

É um amor que parece ser o certo.
O segundo amor é provavelmente o amor difícil – aquele que nos ensina lições sobre quem somos e como precisamos ou queremos frequentemente ser amados.
Este é o amor que fere, seja através das mentiras, da dor ou da manipulação.
Pensamos que estamos fazendo escolhas diferentes da primeira vez, mas na verdade estamos fazendo ainda escolhas baseadas na necessidade de aprender lições – mas nós não nos desapegamos.
Nosso segundo amor pode se tornar um ciclo, frequentemente um amor que repetimos porque pensamos que de alguma maneira, irá acabar de maneira diferente da de antes.
Ainda assim, a cada vez que tentamos, de algum modo acaba ainda pior que da vez anterior.
Algumas vezes não é saudável, não é equilibrado ou é até mesmo narcisista.
Pode haver abuso ou manipulação emocional, mental e até mesmo física – muito provavelmente sob altos níveis de drama.
É exatamente por isso que nos mantemos viciados nesta trama, por causa da montanha-russa emocional, com extremos altos e baixos e, como um viciado tentando conseguir a próxima dose, suportamos os baixos na expectativa de voltar aos altos.
Com este tipo de amor, tentar fazer com que funcione se torna mais importante do que deveria ser, de fato.
É o amor que desejamos que desse certo.
O terceiro amor é o que não vimos chegar.
Aquele que geralmente parece errado para nós e que destrói qualquer ideal que ainda mantenhamos sobre como achamos que o amor devia ser.
Este é o amor que acontece tão facilmente que nem parece que é possível.
É o tipo de amor em que a conexão não se explica e que nos deixa no chão porque nunca o planejamos.

Este é um amor onde ficamos com uma pessoa e tudo simplesmente se encaixa – não há idealizações, nem expectativas de como cada pessoa deveria agir nem há pressão para nos tornarmos quem não somos.
Somos simplesmente aceitos por sermos quem já somos – e isso nos afeta profundamente.
Não é o amor que imaginávamos, nem segue as regras que esperamos seguir para ficar na zona de conforto.
Mas ainda assim, despedaça nossas noções preconcebidas e nos mostra que o amor não precisa ser como imaginamos para ser verdadeiro.
Este é o amor que continua batendo na porta, não importa quanto tempo levemos para responder.
É o amor que simplesmente parece certo.
Talvez não experimentemos todos estes tipos de amor nesta vida, mas talvez seja porque não estejamos prontos.
Talvez precisamos aprender de verdade o que o amor não é, antes de podermos nos agarrar ao que ele realmente é.
Possivelmente precisemos levar uma vida inteira para aprender cada lição ou, se tivermos sorte, leve só alguns anos.
Talvez não tenha a ver com estarmos prontos para o amor, mas se o amor está pronto para nós.
E então pode haver aquelas pessoas que se apaixonam apenas uma vez e ainda estejam apaixonados até darem o último suspiro.
Aquelas fotos amareladas e gastas de nossos avós que parecem tão apaixonados andando de mãos dadas aos 80 anos quanto no momento em que saíram na foto do casamento – o tipo que nos faz perguntar se realmente conhecemos o amor.
Alguém me disse que estes são os sortudos, e talvez sejam.
Mas eu penso que aqueles que chegaram ao seu terceiro amor é que são os sortudos de fato.
São aqueles que se cansaram de ter de tentar e cujos corações partidos seguem batendo, fazendo-os se perguntar se há algo inerentemente errado com a maneira como amam.
Mas não há; é só questão de saber se seus parceiros amam da mesma maneira que eles ou não.
Só porque nunca funcionou antes não significa que não vá funcionar agora.
O que realmente tem a ver com isso é se somos limitados pela maneira que amamos, ou se ao invés disso, amamos sem limites.
Todos podemos escolher ficar com nosso primeiro amor, aquele que parece bom e vai fazer todo mundo feliz.
Ou podemos escolher ficar com nosso segundo amor sob a crença de que se não tivermos de lutar por ele, então não vale a pena ter
Ou podemos escolher acreditar no terceiro amor.
Aquele que nos faz sentir em casa sem nenhuma racionalidade, o amor que não é como uma tempestade, mas antes é a paz serena da noite seguinte.
E talvez haja algo de especial com nosso primeiro amor, e algo único e de partir o coração com o segundo… mas há algo simplesmente incrível sobre o terceiro.
“Aquele que não vimos chegar. ”
“Aquele que realmente dura. ”
“Aquele que nos mostra porque nunca funcionou antes. ”
E é essa possibilidade que faz o ato de tentar novamente valer a pena, porque a verdade é que você nunca sabe quando irá trombar com o amor.
SÓ NÃO TENHA MEDO DE AMAR
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